Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

IDA vs VOLTA

Mantorras

Tenho de admitir que sou muito inexperiente. Claro está que falo em horas de voo. Nas restantes matérias sou já um macaco velho. Esta ida a Tenerife foi a minha segunda viagem de avião mas devo-a considerar a primeira.

É que a única vez que eu tinha andado num bicho daqueles foi há nove anos, para Ibiza e em lua-de-mel. Como devem imaginar, sendo uma viagem de núpcias eu não queria saber da porra do avião para nada. Eu só estava interessado em ver o tecto do quarto do hotel. Pronto, antes que comecem as bocas foleiras das leitoras deste blogue tenho que rectificar e dizer que também queria ver as paredes e todos os pormenores dos azulejos da casa de banho do dito quarto do hotel.

Foi pois com muito espanto que constatei que as filas para o check-in para Tenerife começaram a formar-se com quase quatro horas de antecedência quando os balcões só abrem duas horas antes. Claro está que eu, como não percebo nada do assunto também me enfiei na bicha!

Ao princípio pensei que fosse por toda a gente querer lugares à janela, mas depois comecei a constatar que não era esse o motivo. Pensei então que fosse a pressa por ir de férias. Eu também estava em pulgas e o nervoso miudinho começava a manifestar-se pedindo um aumento dos índices de nicotina no sangue.

O problema é que a vida está difícil para os fumadores. Não só pelo preço do tabaco mas porque cada vez é mais difícil um gajo arranjar um local onde possa fumar. No aeroporto de Lisboa, por exemplo, só num local muito refundido e atafulhado de beatas se pode dar azo à viceira. Irra que país mais atrasado. Assim como é que o estado pode meter a mão aos impostos sobre o tabaco. É que um gajo fica logo sem vontade para fumar.

zona fumadores

Voltemos às bichas. Depois do check-in feito foi ver o tuga a correr para a porta de acesso do avião. Ainda o avião lá não estava e já a fila era enorme junto à manga de acesso. Claro que com tanta pressa foi dispensado o aviso de última chamada para o embarque. Meia hora antes do previsto já estávamos todos de cintos postos.

Quando o avião decide começar a andar começa o chavascal. Gritos, palmas, guinchos e se não me engano até ouvi um "olé!". Quanto o bicho levanta o nariz e começa a descolar a algazarra foi tanta que por pouco não perfurei um tímpano.

Ainda o aviso para tirar os cintos não tinha acendido e no corredor do avião começava o corrupio de vai e vem para o WC. Só ai eu percebi o porquê de tanta pressa para entrar no avião. É que uma das características do português é a de levar souvenires de todos os lados por onde passa, de preferência se forem de borla. Quando eu me apercebi já fui tarde. Todo o material existente no WC do avião já tinha sido refundido. Já nem papel higiénico havia.

Como não me safei no avião vinguei-me no hotel e de lá trouxe souvenires para a família toda. Toalhas de banho com o logótipo do hotel para os meus pais, sabonetes e champôs para a minha querida irmã, uma calçadeira e um pente para a minha avó e cá para casa ainda consegui trazer uma palmeira da piscina. Dei cabo da mala, mas consegui lá enfia-la.

O resto da viagem decorreu praticamente com tranquilidade. Digo praticamente porque com a azáfama de correria para a casa de banho a maior parte dos passageiros não repararam que nas televisões do avião passava o precário de tudo o que se podia consumir no dito cujo. Claro que o sossego acabou quando a aeromoça amiga do Scolari começou a distribuir snacks.

- "quieres algo ?"
- "Quero uma sandes de coirato e uma mini, ó boazona!", ouvi eu duas filas à frente da minha. A hospedeira, já com muitos anos de experiência de voo com tugas deixou o murcão morder a sandes e dar um beijo na mini para de seguida tornar a ablar.
- "8 euros por favior!".
- "Fodassssssssssse!!!!!!!! Esta merda é tudo a pagar, os coños dos gajos não dão nada a ninguém!!!!!!". Se havia dúvidas sobre representantes do norte de Portugal neste voo tinham acabado de ficar esclarecidas.

O voo deve ter sido tão intragável para a tripulação do avião que demorou menos quinze minutos do que o previsto. Pior que isso foi que o piloto com a pressa fez uma aterragem tão a pique que por pouco não me rebentavam os tímpanos pela descompressão provocada pela altitude. Ainda assim fiquei com uma dor de ouvidos para o resto do dia.

A pressa de ver Tenerife e as suas famosas baratas gigantes era tanta que ainda o avião estava a andar e já a fila para sair do avião começava a formar-se. Daqui até ao hotel foi sempre em passo de corrida. Eu até percebo porquê. Isto de o primeiro dia de férias ser passado em autocarros e aviões é desgastante e o pior é que o primeiro dia estava quase a acabar e ainda não se tinha gozado nada.... nesse dia cada minuto contava.

Comparado com isto tudo o regresso foi uma calmaria. Ninguém queria entrar para o avião. O voo saiu atrasado porque tiveram que chamar por três vezes já que ninguém se dignava a entrar. Andava tudo nas lojas tax-free a precaver-se. Na volta ninguém pediu nada para comer ou beber pois já ia tudo prevenido com sandes, chocolates e líquidos.

No regresso as pessoas eram as mesmas, mas o ambiente bem diferente. Os bronzeados à trolha tinham desaparecido, o índice de óculos de sol de marcas caríssimas tinha aumentado exponencialmente, o que indica que os Mantorras de Tenerife facturaram bem a vender na rua e as máquinas fotográficas digitais eram passeadas pela trela, o que de certeza deixou os monhés Tenerifenhos mais satisfeitos.

O único senão do regresso foi o cheiro. Não sei se estão bem a ver, quase 200 tugas, expulsos do hotel antes do meio-dia e que passaram cerca de 5 horas a fazer tempo para o avião debaixo de um calor abrasador de 35º. Pelo cheiro aquilo mais parecia um voo de transporte de gado.

Acho que foi por isso que a aterragem em Lisboa teve direito a palmas por parte dos passageiros..... hummmmm...... o quê????? Não foi por isso????? Então não percebo por que é que foi.

Será que não perceberam que estavam de novo em Portugal??????

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publicado por Manel dos Anzois às 15:52
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

ACABOU....

Ferias Tenerife - Cartão velho 117
Tenerife - Playa das Terezinhas

Acabou. Como tudo o que é bom, havia de ter um fim. Não estou a falar das minhas férias, uma vez que essas acabam só na sexta-feira. Logicamente estou a falar das minhas aventuras na vulcânica ilha de Tenerife.

Foram várias as novas experiências. Não as sexuais, uma vez que ai primámos por não arriscar muito e usamos a habitual posição de cuzinho contra cuzinho onde nem o uso das mãos foi permitido. Este facto permitiu-me somar mais uns pontos na minha escala de abstinência. Já ultrapassei os mínimos para concorrer a bispo. Estou apto para substituir o Bento e tornar-me o primeiro papa português.

Desculpem..... o segundo, estava a esquecer-me do Pinto da Costa. Aliás, por este andar atinjo brevemente o topo da carreira abstinêncial e sou canonizado Santo Cu.

As vantagens disto é que como nem as mãos usei os calos da mão direita desapareceram todos. Estou com mãos de anjo, dignas do melhor toque de Midas e para além disso venho com a inspiração tal como os cojones..... ou seja..... inchada.

As novas experiências foram todas a níveis degustativos e os três quilos a mais que trouxe para Portugal comprovam que foram boas. Champanhe ao pequeno-almoço e caviar ao jantar foram para mim uma novidade, mas como não é hoje que vou falar de tudo, vou deixar a parte alimentar para outro dia.

Bom, passemos então a Tenerife. Bastou-me um dia esparramado na espreguiçadeira à borda da piscina para tirar a pinta a todos os turistas do hotel. Em maior número tínhamos os Nórdicos. Esses eram fáceis de distinguir. Brancos e loiros, uma espécie de albinos acabadinhos de sair debaixo de uma pedra.

Depois tínhamos os Ingleses. Esses também se distinguiam à légua. Pretos... ou negros se preferirem um termo menos racista. Eu cá prefiro escarumba. Claro que também havia uns quantos ingleses brancos, mas mesmo esses eram fáceis de distinguir pelas tatuagens no corpo, quase sempre alusivas ao clube futebolístico da sua preferência.

Os Italianos também por lá andavam a espalhar a sua vaidade. Os maiores bronzes do pedaço eram deles. Havia um deles que tinha o condão de me irritar, não pelo que dizia, já que nunca lhe ouvi a voz, mas pela maneira como se passeava. Era o único ser vivo da zona em que se podia perceber que por baixo da camada adiposa da zona do umbigo existe uma coisa a que cientificamente se chama abdominais. Não fosse esse cabrão e eu por uma semana ter-me-ia esquecido de que sou gordo, mas o gajo fazia questão de me lembrar disso todos os dias. A mim e à restante população masculina. Estivemos quase para congeminar uma maneira de lhe fazer a folha. O gajo passava o dia a pavonear-se pela piscina. Ninguém explicou ao Zezé Camarinha italiano que a espreguiçadeira é para estar deitado? O tipo levantava-se, olhava para todo o lado e só quando tinha a certeza que já estava tudo a olhar para ele é que arrancava em direcção à piscina, com um andar metrossexual que dizia "olhem para mim.... aqui vou eu...... uiiii, sou tão bom..... olhem que estou a passar, olhem bem.... ".

Os alemães denunciavam-se com os seus perfis circulares projectados por litros e litros das suas premiadas cervejas.

Claro está que em grande número tínhamos nostros hermanos. Esses nem era preciso estar de olhos abertos para perceber quem eram. Basta não ter um grau de surdez muito elevado para adivinhar onde eles andam, tal o nível de decibéis que lhes sai pelas matracas.

E depois tínhamos claro os Portugueses. O Português é muito difícil de distinguir. Têm praticamente o perfil do Alemão, praticamente o bronze do Italiano, as tatuagens do Inglês e faz o mesmo barulho do Espanhol. Então o que é que nos distingue??????

A inteligência. Somos mais espertos do que os outros e peritos em contornar as regras. Por exemplo. No restaurante onde se tomava o pequeno-almoço dizia em todos os lados "Não levar comida para fora do restaurante". Ao princípio estranhei algumas mesas terem quantidades de pão superiores a algumas filiais da Figueirapão. Só depois é que percebi que era a inteligência nacional a funcionar. Há que fazer umas belas sandochas para levar para a piscina, é que lá fora a sandes custa 5 aéreos. Chulos!!!!

Claro que eu, como o melhor dos portugueses também enveredei pelo mesmo raciocínio. Só para mim levava 32 sandes. No segundo dia comprei uma marmita e até os beans do pequeno-almoço inglês passei a levar.

O único problema era que tanta comida deixava um gajo embuchado. Os feijões e os ovos mexidos com baicon, combinados com os 30º à sombra pediam uma cervejola. Claro que todos os portugueses só se deixaram sodomizar no primeiro dia quando tiveram que pagar 3€ por uma caña, que é o fino dos gajos. No segundo dia, além da marmita vinha o saco térmico dos putos recheados de cervejas compradas no Mercadona.

Outra maneira de se distinguir o tuga era porque tinha sempre os melhores lugares em frente à piscina. Para isso bastava contornar mais uma regra que se podia ler em todos os cantos. Não reservar espreguiçadeiras. Mas os gajos são parvos ou quê????? Então eu lá ia pagar uma pipa de massa pelas férias para depois estar numa espreguiçadeira atrás de uma palmeira sem sequer poder estar a dar uma queca oftalmológica às gajas que passam para a piscina???? Nem pó.

Telemóvel a funcionar a despertar às 7. Ordem para a Bundinha levantar a peida e ir reservar os melhores lugares na piscina. De seguida continuar a dormir até às 9:30, ir tomar o pequeno-almoço no limiar do fecho do restaurante, ou seja, às dez horas. Comer que nem um camelo para poupar no almoço. De seguida ir ver as lojas dos monhés para fazer a digestão e só lá para o meio-dia é que se vai para a piscina, já que a essa hora é que o sol provoca o melhor bronze.

Às 16:30 chega a hora de debandar da piscina uma vez que a partir dessa hora os raios ultra violetas já queimam pouco e chega a hora de ir beber uns martinis para abrir o apetite. O regime é de meia pensão, o jantar já está pago, há que preparar o estômago para comer até rebentar pelas costuras..... olha, olha..... estes Espanhóis de mierda pensam que nos enganam?????

Coños!!!!!

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publicado por Manel dos Anzois às 16:13
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Domingo, 19 de Agosto de 2007

HASTA LA VISTA BABY

É já a partir de amanhã que vou por o meu espanholez em prática. Já tenho estado a treinar.... " eh, chica, put a cream numero 5".

Já que por aqui não tenho assuntos de interesse para postar, uma vez que não posso falar todos os dias sobre o vento, o frio, a chuva, os gandarros, a falta de estacionamento, a polícia que fecha os bares às 4 da manhã quando estes estão ainda cheios, os emigras e a minha falta de sexo!!!! Quando digo falta de sexo estou a referir-me ao acto em si..... os meus 3 centimetros ainda contam!!!!

Assim sendo a partir de amanhã estou aqui em baixo.

hotel_lasiesta1

Vá.... não tenham inveja.... a fotografia tem de certeza muito photoshop.

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publicado por Manel dos Anzois às 15:38
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

LUSOFONIA.

LogoCPLP

Desiludam-se já. Não vou escrever muito. Afinal de contas estou de férias. Isto de tirar férias nesta altura é óptimo, evitam-se os escaldões por exposição solar. Obrigado São Pedro.

Tenho já umas boas histórias para vos contar, mas ainda não vai ser hoje. Tenham calma que o dia 3 de Setembro está quase ai.

A única razão que me levou a teclar aqui hoje é para comunicar o facto de que aparentemente este blogue entrou para a lusófonia. Todos os dias tenho tido pelo menos um comentário oriundo do outro lado do Atlântico.... a piada é que comentam sempre o mesmo texto, este, que por acaso até já tem uns mesitos. Aparentemente o Magalhães está a tornar-se herói no Brasil.

Pronto, não me apetece mais, eu avisei que ia escrever pouco.... ainda por cima como já não pegava aqui no meu Zx Spectrum há uns dias já nem sei onde é que estão as teclas..... vou aproveitar a chuva e tomo já o meu banho semanal.... sempre se poupa na água.

Beijinhos cambada.....

publicado por Manel dos Anzois às 16:13
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

A BANHOS...

É oficial.... a partir deste momento encontro-me a banhos!!!!!

A banhos

A mascara é para não ser reconhecido! Pronto.... estou a mentir...... o almoço foi feijoada!


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publicado por Manel dos Anzois às 17:00
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NUM TOU INTENDENDU!!!!

Alguém me pode explicar o que é que o Paulo Pires está a fazer na capa do último albúm dos Kaiser Chiefs?????

Ainda por cima todo despenteado!!!!!!!!!!

[AllCDCovers]_kaiser_chiefs_yours_truly_angry_mob_2007_retail_cd-front

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publicado por Manel dos Anzois às 11:36
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RECORDAR É VIVER - PARTE 4

Pois é... meus amigos... o dia ia acabar por chegar. A partir das 17 horas de hoje estou oficialmente de vacances até dia 3 de Setembro. Olé!!!!!!!!! A primeira semanita vou andar aqui pela gandara para fazer o estágio para a segunda semana que vou rumar até às Canárias.

Porque as Canárias?, perguntam vocês. Ora.... é fácil de perceber a analogia. Se Canário é pássaro, Canária é pássara. Foi só por isso. Espero vir de lá com o papo cheio!!!!

A terceira semana vai ser novamente por terras Figueirenses e por certo com muito que contar. Até lá, vão ficando com umas emissões do Recordar é Viver.

E porque finalmente os meus dias de praia vão começar, hoje decidi brindar-vos com este texto, já com dois anos mas ainda assim....... actual.

caracol-portada


BANHISTA CARACOL


Ora aqui estou eu, na Praia do Cabo Mondego, Buarcos, Figueira da Foz. Hoje o bom tempo voltou e as minhas duas mulheres ordenaram-me que fosse para a praia com elas e mais uma vez não tive escapatória possível.

No entanto, até que não fiquei muito aborrecido pois estava com curiosidade de experimentar a minha nova vertente de banhista. Como já sabem do "post" anterior, eu estive a observar no domingo as actividades dos outros banhistas na praia e escolhi aquela que achei mais adequada à minha pessoa.

Graças a isso, aqui estou eu, feliz da vida, com o meu velhinho portátil ZX Spectrum de teclas de borracha a escrever-vos. O que vocês ainda não sabem é o nome que eu dei a este tipo de banhistas no qual eu agora orgulhosamente me incluo-o. Somos os banhistas caracol... e não, não tem nada a ver com cornos ao sol, antes pelo contrário, os que têm cornos até que os têm à sombra. Tem a ver com andarmos com a casa às costas. À pois é... eu não trouxe só o computador portátil não senhora.

Ontem aproveitei o mau tempo e investi todo o meu subsídio de férias no seguinte.
-Uma arca frigorífica (há quem lhe chame geleira) da Camping gás.
-Uma mesa com bancos, que além de ser portátil é desdobrável para caber no porta bagagens do carro.
-Um fogareiro para assar a bela febra de porco. Porco branco que eu com o preto não quero nada.
-5 kg de carvão mais abanador e grelhas.
-Uma grade de Super Bock para atestar a arca.
-Uma televisão portátil que infelizmente não funciona pois esqueci-me de comprar uma bateria de automóvel para a ligar.
-Um rádio leitor de Cd's, também conhecido por tijolo, com o último trabalho do Dino Meira (que eu desde já recomendo), lá dentro para ouvir quando a música da Rádio Clube Foz do Mondego não me agrada, o que diga-se já, é raro.
-Por fim, uma barraca, se bem que a barraca não foi comprada, pois nesta maldita terra não se consegue comprar aqueles chapéus-de-sol com xaile para fazer a barraquinha. Diz que já não se usa... modernices. Assim sendo, a minha querida esposa comprou um tecido em promoção ali numa loja da Rua da Republica e como tem jeito para a costura fez ela própria a nossa barraquita. Até tem janelas e tudo.

E foi assim que hoje logo pela manhãzinha, ainda não deviam ser 9 horas chegamos à praia. Fomos os primeiros e escolhemos logo o melhor lugar, ali junto as escadas que descem para a praia, mesmo encostadinhos às pedras do muro da estrada. Quando no domingo estive a observar os banhistas caracol perguntei a mim próprio porque é que seria que todos montavam a tenda ali mesmo em cima das pedras, onde mal se vê a água, onde se ouve o barulho dos carros em vez das ondas do mar e se cheira a mijança em vez da maresia?

Pensei que devia ser proibido ir para a zona dos chapéus para não tirar visibilidade às outras pessoas mas afinal descobri que é porque carregar este aparato todo de coisas custa para caraças. Fiquei tão cansado que às 10 horas já estava a acender o fogareiro para assar uma chouricita para o segundo mata-bicho.

A experiência até nem é má, podemos ver quem chega e quem sai da praia. Estamos sossegaditos, só aqui estão mais duas barracas do género, mas estão tão distantes que as músicas dos nossos rádios não se chegam a misturar.

Temos óptima visibilidade nos jogos de futebol que os putos fazem por trás dos chapéus de praia, já perto desta zona onde estou.

Ah, já me esquecia, também podemos ver aqueles casalinhos que como ainda não têm casa própria vêm namorar para a praia e para serem mais discretos ficam aqui mesmo em cima, no coça roça. Até já pensei começar alugar a barraca e tudo.

Estou a ficar sem bateria no portátil, por isso tenho que me despachar. Em jeito de resumo, a experiência é engraçada mas para estar o dia todo sentado à sombra, a ouvir o "meu querido mês de Agosto..." do amigo Dino Meira e a escrever ao computador, parando só para dar uns beijinhos na loura (a Super Bock, é claro, que as minhas duas mulheres são morenas) podia muito bem ter ficado em casa e poupava um dinheirão na tralha toda que comprei.

Acho que amanhã vou tentar a evolução para banhista Papagaio.

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publicado por Manel dos Anzois às 07:53
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

RECORDAR É VIVER - PARTE 3

Este foi o 21º texto colocado neste blogue, no verão de 2005 e por incrivel que pareça, a moda das havaianas continua, o que torna este texto actualissimo. Como tal, meus amigos e minhas amigas..... actualizem-se!!!!!

havayanas

HAVAIANAS

Como já sabem, ultimamente tenho-me interessado muito por moda e apanhei as revistas da minha mulher, tipo a Máxima e a Elle e passei-lhes os olhos por cima. Descobri assim, que a grande moda deste verão são as havaianas. Para quem não sabe, havaianas é aquele calçado a que nós homens, simplesmente chamamos de chinelos de enfiar no dedo ou seja, são algo para enfiar nos pés.

Tal como eu perguntei a mim próprio, devem estar agora a pensar, "mas onde é que está a novidade?". Todas as estações têm uma nova moda para as mulheres ornamentarem os pés. Ele é sandálias de corda, sandálias de sola de cortiça, mulles, sapatos de salto em cunha, botas de cano alto, de meio cano, sem cano, de duplo cano, salto em agulha, em alfinete, enfim, uma autêntica parafenália que nós homens não conseguimos entender.

Para as mulheres as sapatarias são como as contas da luz ou do telefone, todos os meses têm de as pagar. No fundo a culpa não é delas. Elas não nascem assim. O que as transforma é um chip implementado na corrente sanguínea à nascença, dai o termo está-lhes no sangue.

Depois de muita pesquisa na Internet descobri que existem dois tipos de chips, um da INTEL e outro da AMD só sendo possível de distinguir pelo seguinte: enquanto o chip da INTEL vem composto com a variante roupa interior/lingerie o chip da AMD vem equipado com a variante malas, carteiras e bolsas.

Assim sendo, a grande novidade é que esta nova moda das havaianas também é válida para os homens. Descobri até que este verão vai ser muito IN o uso de havaianas com fato, por exemplo. No entanto, foi aqui que eu fiquei mesmo baralhado.

Será que quem inventou esta moda para os homens não sabe que nós homens não gastamos dinheiro nestas paneleirices! Nos gastamos a massa em copos, em Cd's, em Dvd's, em jantaradas com os amigos, em bilhetes para a exposexo da Fil, em extras para o carro, em bilhetes para o futebol, em idas às putas, agora em sapatos ou em roupa ou em cuecas, é claro que não.

Para nós homens, uns sapatos duram no mínimo 10 anos. É por isso que desde que se inventou os sapatos de vela há 50 anos que nunca mais se inventou outro tipo de sapatos para nós. Não tem nada que saber, de verão usamos os sapatos de vela e de Inverno as botas que trouxemos de quando andámos na tropa. Eu por exemplo, ainda tenho os meus sapatos de vela de quando tinha 14 anos e calçava o 37 e por incrível que pareça, ainda os uso de vez em quando.

Nós só compramos outros sapatos quando os que temos já mal se aguentam nos pés e ai vamos à sapataria e dizemos "quero uns sapatos iguais a estes mas sem os buracos" e cinco minutos depois já estamos cá fora. Não precisamos de correr as sapatarias todas da região e gastar uma tarde inteira para comprar uns sapatos. É por isso que eu não percebo como é que se pode inventar agora uma coisa destas.

Além disso, fico preocupado com a saúde pública dos homens portugueses que aderirem à moda. É que não sei se estão a ver, o pé do homem português basicamente é um grande calo com 5 unhas. Esteticamente não é nada bonito de se ver. Um gajo no restaurante a olhar para o pé do vizinho da mesa do lado é gajo para perder logo o apetite.

E o problema das unhas? Como se sabe, o homem português é muito dado ao exercício físico, é correr, é andar de bicicleta, é ginásio, é natação, são abdominais e isto provoca-lhe uma musculatura na zona abdominal que o impede de ver os próprios pés.

Ora isso acarreta-lhe muitos problemas. Só sabe que tem as unhas grandes quando a mulher começa a ficar com ferimentos nas pernas, só que devido à dimensão dos abdominais não se consegue dobrar para as cortar, necessitando da ajuda da sua companheira. O problema é que como se sabe, cortar as unhas dos pés ao homem português exige muita força de pulso e habilidade no manejo da tesoura de podar, coisa que as mulheres não têm.

Assim sendo, temos que usar aquelas tesouras de podar com braços extensíveis e com a ajuda de espelhos tentar cortar as unhas sem arrancar nenhum dedo. Como vêm é uma actividade bastante perigosa. Já para não falar do problema odorífico que acompanha os pés do belo macho lusitano. Se os pés não forem bem vedados com um sapatinho, o que é que vai proteger o resto da comunidade daquele gás tóxico.

Meus amigos, deixem-se de modernices e calcem lá o belo do veleiro.

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publicado por Manel dos Anzois às 14:29
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

RECORDAR É VIVER - PARTE 2

Este foi o quarto texto a ser escrito neste blogue e teve como principal inspiração o meu local preferido de meditação: As urgências de um hospital!

O QUE É PRECISO É SAUDE

OLHO

Antes de mais, quero alertar-vos que na história que vos vou contar ninguém se chama Fonseca, como tal, ao contrário do que possam pensar, este relato ainda não faz parte de nenhum sketch do Gato Fedorento, pelo menos para já. Tudo o que eu vos vou contar, por incrível que pareça, não é fruto da minha imaginação, é real e foi visto por estes olhos que a terra irá comer e ouvido por estas orelhas que a Angelina Jolie sonha lamber.

Por volta de Outubro de 2004, a minha querida esposa começou a ter algumas dificuldades oftalmológicas, ou seja, tinha dificuldade "em focar ao longe". Está entre aspas porque são palavras dela. Ao início não era todos os dias, mas a coisa foi-se agravando e em Janeiro de 2005 tivemos que tomar uma opção.

Ou comprava-mos uma bengala e um cão guia ou íamos ao médico. Embora o médico no imediato ficasse mais caro, pois uma consulta no privado custava mais que o cão e a bengala, e olhem que o cão já vinha com as vacinas e tudo, a longo prazo o cão, devido à alimentação, ficava mais caro e o médico tinha a vantagem de não ser preciso leva-lo a passear.

Vou abrir aqui um pequeno parêntesis na essência da história, uma vez que falei em consultas no privado. Eu cá fico deveres chateado quando tenho uma consulta no privado, pago uma pipa de massa, faço a marcação para um dia em que eu seja o primeiro paciente, para não perder muito tempo à espera, e depois estou mais de uma hora à seca porque o médico ainda não chegou. No mínimo, o que eu esperava dele era que as suas primeiras palavras fossem "desculpe lá o atraso mas aconteceu-me um imprevisto". Mas isto sou eu a falar, que sou do contra. Se calhar nem tenho razão nenhuma, sei lá.

Voltando então à estória propriamente dita. Lá fomos nós então em Janeiro ao Dr. Oftalmologista. De entre 3 diagnósticos possíveis, o mais simples era as lentes desajustadas. Efectivamente, as lentes já estavam fora de moda, foram trocadas e com votos de estimas melhoras lá nos mandou embora com um aviso de que se a coisa não melhorasse no espaço de 15 dias que devia votar ao seu consultório.

Passados 15 dias o problema persistia, mas como na empresa onde eu trabalho, os seguros médicos ainda não são para toda a gente, tivemos que esperar por início de Fevereiro para ir visitar novamente o doutor. Nesta consulta, já denotamos alguma preocupação no médico, já que depois de alguns exames à retina não encontra uma explicação para o assunto. É então que faz por justificar o dinheiro da consulta e liga para o hospital dos Covões para falar com um colega Neurocirurgião. No fim da conversa diz-nos "amanhã (sábado) depois de almoço dirigem-se ás urgências dos Covões" (mas que é que escolheu este nome para o hospital. A mim parece-me um pouco mórbido. Covões....Coveiro...+ hospital = morte) com uma carta por ele escrita, marcássemos uma consulta para o Dr. Não Sei Quantos que ele nos encaminharia para o que fosse preciso.

Assim foi, Sábado partimos para a Cova, desculpem, Covões, já mentalizados para ter uma tarde bem passada.... chegados ás urgências e feita a inscrição, mandaram-nos sentar numa sala de espera mesmo ali ao pé do guiché das inscrições. Até aqui tudo normal. Eu já estava mentalizado para secar mais de uma hora, já que aquele sítio chamava-se urgências e o nosso caso não era urgente. Mas enfim, a sala até era agradável. No entanto para minha surpresa somos chamados em menos de 5 minutos. Um senhor de bata verde hospital (já tinha ouvido falar desta cor, verde hospital, mas só agora percebi como era) diz-nos "sigam por este corredor e aguardem na sala ao fundo".

Foi com um sorriso nos lábios que atravessamos aquela sala a pensar que afinal até nos íamos despachar, que o Dr. Oftalmologista devia ter posto uma cunha ou coisa parecida. Afinal, para nosso espanto, quando entramos na sala seguinte, não era um consultório mas sim a verdadeira sala de urgências. As macas com acamados ultrapassam por onde podiam, estacionavam em segunda ou terceira fila, enfim, o caos.

Ultrapassado o choque, lá nos sentamos numa cadeira que por ali andava perdida e esperamos....esperamos... esperamos. Só então eu me apercebi de que éramos os únicos que por ali andavam em que não nos tinha sido implantado um frasco de soro. Cheguei à conclusão que tínhamos tido uma sorte do caraças pois quando passamos pela porta, o gajo que faz os ditos implantes deve ter ido fazer uma mijinha. Só assim se justificava que fôssemos os únicos a não o ter. Cheguei a sentir-me excluído. Aquilo parecia aqueles carimbos que nos põem nas discotecas da moda e que permite que nós entremos e saiamos as vezes que quisermos e se não tomarmos banho, talvez se consiga entrar no dia seguinte....

Ao contrário do que possam pensar, aquela tarde não custou nada a passar. Parecia que estava a ver os novos episódios do Gato Fedorento.

Sketch 1: Um dos pacientes está a dormir numa maca desde que nós chegamos. Não se mexe e não se sente a sua respiração. Os médicos passam de um lado para o outro mas não ligam patavina a ninguém. A uma certa altura virei-me para a minha querida esposa e disse-lhe em jeito de brincadeira "aquele já bateu a bota". Passado um pouco lá apareceu um médico. Pelo aspecto ela acabadinho de formar. Ainda vinha quente. Dr. Novinho Em Folha. Vai junto da maca, lê um papel que está pendurado aos pés, e começa "ó Sr.. Joaquim, vamos lá a acordar ... Ó Sr. Joaquim....Sr. Joaquim..." agora, o chamamento pelo Sr. Joaquim já eram acompanhados de palmadas nas pernas.

Deve ter sido o primeiro susto do jovem médico, pois tira aqueles auscultadores metálicos que os médicos gostam de usar à volta do pescoço para os aconchegar e começa a auscultar o Joaquim. Sai logo de seguida com uma cara mais aliviada para voltar de seguida com o outro da bata verde hospital. Nisto diz o bata verde, já a rir-se, para o bata branca "o que é que quer, está prostrado"

Sketch 2: Duas macas ao lado do Sr. Joaquim estava a Sra. Ermelinda. Tirando o implante de soro, ninguém diria que ela estava doente, tinha bom aspecto para a idade. Nisto entra o Dr. Novinho Em Folha que lhe pergunta "então dona Ermelinda, de que se queixa". A dona Ermelinda lá lhe sussurrou ao ouvido do que padecia e nisto o jovem doutor pergunta num tom de voz que é audível em todo o hospital " então e à quantos dias é que já não obra?" a dona Ermelinda torna a sussurrar-lhe ao ouvido. "à dez dias???? E já experimentou meter alguma coisinha no rabo?". Neste instante, enquanto o médico sai da sala, todos os outros doentes estão com melhor cara, excepto a dona Ermelinda que está vermelha que nem um tomate.

Cinco minutos depois o Dr. Novinho Em Folha volta ao ataque. "então e ouça lá, gases, tem???". Neste momento já só consegui ver a dona Ermelinda a enterrar-se pelo chão enquanto respondia ao médico.

Ao fim de um par de horas acabaram-se os sketch e nós fomos chamados para uma 3º sala de espera. Esta já era a sala de espera do departamento de oftalmologia. Enquanto esperávamos esforçava-me por fazer orelhas de marcador a um gajo que insistia em contar-me como é que tinha ficado com o olho do triplo do tamanho.

Já me estava a passar com o monólogo de que estava a martelar uma tacha e que a tacha lhe saltou para o olho quando nisto passa um médico com um andar que parecia que saltava de nenúfar em nenúfar ao mesmo tempo que espalhavam perfume Hugo Boss por todo o Hospital... olho para a minha querida mulher e com aquela capacidade que nós temos de comunicar sem falarmos dizemos ao mesmo tempo "bicha".

Quando olho para o lado está o trolha com um sorriso idiota e com o seu único olho bom vê o médico entrar num gabinete. Consigo ver o pensamento do trolha num enorme balão por cima da sua cabeça "paneleiro". O Sr. Trolha é chamado logo de seguida. Quando sai pouco depois consigo ouvi-lo dizer enquanto desce as escadas "grande paneleiro!".

Somos então chamados para sermos atendidos pelo Dr. Bicha que não é mais nem menos do que o medido ao qual nós nos tínhamos de dirigir, o Dr. Não Sei Quantos. Diz-nos que não nos vai fazer nada pois já leu a carta do seu colega o Dr. Oftalmologia e encaminha-nos para um neurologista. Depois da minha querida esposa se queixar ao neurologista ele começa a fazer-lhe uns testes complicadíssimos. " Siga o meu dedo com os olhos .... está a ver bem? Agora feche os olhos e ponha a língua de fora. Agora toque com o dedo na ponta do nariz."

Eu estava perplexo a olhar para tudo aquilo. Podem não acreditar mas eram mesmo estes os exames que lhe estavam a ser feitos. Por fim o Dr. Neurologista diz "tem que se fazer mais exames mas não pode ser nas urgências, vou-lhe marcar uma consulta hospitalar para um colega meu. Demora mais ou menos um mês e meio a ter consulta". Foi assim que saímos derrotados daquele hospital.

Praticamente dois meses depois, lá recebemos a carta com a dita consulta 28 de Março. No dia 24 de Março, praticamente na véspera, recebo um telefonema do hospital a dizer que o Dr. Neurologista Segundo não pode dar consulta no dia 28, pela qual esta fica adiada para 9 de Maio.

No dia 9 de Maio, lá comparecemos nós. A sala de espera das consultas externas dos Covões abarrotava pelas costuras. A sala está a cair de podre, mas espantem-se bem, tem numa das paredes um plasma Philips de última geração. Quando fomos atendidos, o Dr. Neurologista Segundo nem sequer sabia como é que ali tínhamos ido parar, pois não existia processo nenhum. Voltamos para a sala de espera enquanto uma enfermeira armada em Hercule Poirot procurava o processo.

Já quase à hora de almoço fomos chamados. Foram feitos os mesmíssimos testes que anteriormente, excepto o de meter a língua de fora e agora sim, foi-lhe marcada uma ressonância magnética para Junho. Entretanto o Dr. Neurologista Segundo vai estar de férias e só pôde marcar consulta para 18 de Julho. Resta saber se vamos só nós ou se já temos que levar o cão.

Enfim, agora compreendo porque é que se costuma dizer .... é preciso é saúde.
Queria só dizer que os nomes dos médicos não são os verdadeiros nomes para não ferir susceptibilidades e também porque já não me lembro deles.


.................................................................................


Agora posso dizer que o que lhe foi diagnosticado foi uma atrofia do músculo da retina. Após vários meses de sessões de fisioterapia no dito hóspital o problema passou. Passou durante meia dúzia de meses.... já que depois acabou por ficar na mesma e ter que passar por tudo novamente.

Eu já me ofereci para lhe fazer as sessões de fisioterapia. Ela aceitou mas só aguentou a primeira.... diz que eu sou muito bruto e lhe deixo os olhos todos negros..... raios..... devia ter tirado os cachuchos dos dedos!!!!!!

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publicado por Manel dos Anzois às 12:00
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

CROC DE DOMINGO

crocs

Depois de uma noite de sexta-feira extenuante e de um sábado after-hours completamente desidratado devido a um jantar extra salgado, eis que chega o meu primeiro domingo Agostino deste ano.

Acordo, bastante assarapantado por o relógio despertador da mesinha de cabeceira estar armado em strob, piscando por tudo que era lado assinalando uma falha de energia que supostamente tinha ocorrido há seis horas atrás.

Levanto-me e reparo que as minhas pernas tinham as varizes todas aos saltos. Desde a unhaca do dedo grande até ao início dos meus belos glúteos, todos os centímetros quadrados das minhas pernas latejavam. Eu já sabia o que é que a Vanessa Fernandes sente quando se vê ao espelho, mas agora já sei também o que ela sente quando acaba uma prova de triatlo.

Foi com um andar novo que desci ao andar de baixo.... entro na cozinha e olho para o relógio.... merda..... tinha só dormido 3 horas, não admira que me sentisse como se um camião TIR me tivesse abalroado numa colisão frontal. Ainda pensei em voltar para a cama mas depois olhei para as escadas, depois para as minhas pernas, novamente para as escadas e...... acabei por me arrastar para o sofá!

Estava eu de comando na mão, já semi-deitado quando chega a restante família. Pronto.... tinha acabado o sossego. A partir desse momento todos os pequenos barulhos lá de casa teimavam em ser estrondosamente amplificado pelos meus tímpanos e a fazerem ressonância nos meus neurónios..... uiiiii... precisava de sair de casa.

Praia seria uma boa opção... na areia .... ora esticado ora estendido.... mas São Pedro foi de férias para outro lado, de maneira que acabei por passar o meu primeiro domingo agostino algures por ai, experimentando a emoção que tem um veraneante por esta cidade.

Eu não compreendo como é que não há mais pessoas a passarem férias na Figueira da Foz. Temos uma costa extensa.... grande! A água não é quente mas desculpem lá, não é isso que se pretende. Se eu quiser tomar banho de água quente tomo em casa. Praia é para macho e macho toma banho de água fria. Fria???? Nannnn.... gelada!!!!! Tão gelada que no fim de um bom banho aquele chumaço incomodativo que está dentro da tanga tigresa desaparece. Desaparece mas só por breves instantes. Basta passar uma garina e a coisa volta ao normal.

Mas mais do que a praia temos uma actividade paralela, repleta de soluções para preencher dias como o de ontem em que não se pode estar na praia. As opções são tantas, mas tantas, que a escolha torna-se difícil. O meu dia de ontem foi assim.

Comecei por ir almoçar ao Marujo. Nada como uma boa sandes de bacon para repor os níveis de colesterol no sangue. Claro que chamar almoço à ingestão de uma sandes quase às cinco da tarde é um exagero, mas a culpa não é minha. É dos Espanhóis. Quem manda aqueles coños irem todos para o Marujo à mesma hora do que eu? Os gajos não sabem que a chapa do Marujo é pequena, que aquilo só faz 2 ou 3 hambúrgueres de cada vez????

Bom, findo o repasto decido ir ver a feira de artesanato, mesmo em frente ao Ténis Clube. Há dias assim, em que um gajo precisa de uns mimos, de se sentir lindo e comprar uns brincos ou uns aneis.

Cerca de uma dúzia de barracas, todas iguais, daquelas que se usavam na extinta Aciff. Muito limpo, organizado, muito melhor do que se fazia nos anos anteriores. Claro que o facto de às cinco e tal da tarde só três stands estarem abertos foi uma mera coincidência. Afinal de contas não vale a pena esgotar o stock logo nos primeiros dias.

Continuo em direcção à torre do relógio para perceber o que era aquela algazarra toda. De repente, mesmo junto às escadas que sobem para a explanada vejo um cartaz a indicar a Feira de artesanato. O espanto é que não era aquela onde eu tinha estado. Era outra, mais pequena, composta por 4 bancas no interior de umas catacumbas.

Só uma grande cidade tem assim duas feiras de artesanato, uma mesmo ao lado da outra. Segui então para a algazarra da praia. Umas colunas debitavam uma música que teimava em perfurar-me os tímpanos "é a dança do tubarão.... tubarão....". Porra, mas qual tubarão????? Eu até agora só me cruzei com baleias.... ainda não vi nenhum tubarão.

Tanto barulho por causa de uns campozitos na praia onde uns gajos com umas raquetes tentavam afugentar as moscas.... ou será que estavam a jogar alguma coisa???? Bem, não interessa, ninguém estava a ligar nenhuma aquilo.

Tornamos a subir para a esplanada, agora pelas escadas revestidas a placas camufladas com manchas que o meu nariz detecta serem de mijança da noite anterior e ai estou eu novamente na esplanada, agora pronto para meia dúzia de piscinas entre a Emanha e o Casino.

Findas essas ditas piscinas eu já estou de tal maneira estoirado que uso o carrinho do Júnior como se de umas bengalas se tratassem. Estava quase acabada a peregrinação.... faltava só percorrer duas ou três lojas dos chineses para ver as sandálias da moda, as crocs falsificadas, que para quem não sabe são assim uma espécie de sandálias ortopédicas, como aquelas que as enfermeiras costumam usar, só que com cores mais garridas.

Foi já a caminho do carro que por sorte me cruzei com a actividade que estava a despertar mais curiosidade aos turistas locais. Uma pequena multidão rodeava um Renault Clio branco que estava parado em frente à Sagres. Ainda pensei "boa... um acidente.... com um bocado de sorte é um choque frontal... ou um atropelamento....".

Afinal não, o melhor que se arranjou foi um carro avariado e o pessoal estava todo a mandar palpites "é a junta... são as velas... é o distribuidor..... é mas é o raio que vos parta!!!! "

Já que é isso que o povinho gosta eu ponho o meu carro ao serviço do turismo figueirense.... o gajo passa a vida a avariar..... bem....ofereço o meu carro em troca de alguma coisa é claro. À falta de melhor pode ser mesmo de favores sexuais.....

Bom, o fim de tarde acabou por ser bom e fazer com que o resto do dia corresse de feição. Fui para Buarcos, onde a fauna turística atinge o ponto mais alto da socielite portuguesa e fui à geladaria San Remo comer uma taça. Depois de muita indecisão na escolha acabei por mandar abaixo uma Floresta Negra.

Claro que o licor de cereja que em grandes quantidades cobria o meu gelado, quando em contacto com os 0.7% de caipirinha que ainda me corria nas veias desde a noite anterior deixou-me assim a modos que anestesiado.... como tal, o resto do dia não doeu nada!

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publicado por Manel dos Anzois às 11:34
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

RECORDAR É VIVER - PARTE 1

Depois de várias manifestações de desagrado sobre estar o mês todo de Agosto sem postar decidi reconsiderar. Bom, a verdade é que foi só uma reclamação, mas ontem estava a ver a RTP Memória, que transmitia um jogo de futebol realizado em mil novecentos e carqueija entre o Buarcos e o Cova-Gala e pensei "ora aqui está uma grande ideia..... mostrar coisas repetidas sem interesse nenhum!"

Foi assim que decidi que durante este mês, nos dias que não me apetecer escrever, que pelo andar da carroagem vão ser todos, em vez de não postar nada passO a repor aqui alguns posts mais antigos.

Como muita da clientela que me frequenta o Cu é recente é provavel que não conheça os ditos textos. Os mais velhinhos, já devem ter a memória toda escalabardada pelo que já não se lembram de nada disto.

Assim sendo, aqui fica o primogénito, o post original que deu origem a esta porcaria!


segredo

O SEGREDO

Sou um estudioso de tudo o que é mistérios. Desde as pirâmides do Egipto ao triângulo das Bermudas, tudo o que é misterioso interessa-me. No entanto, o maior de todos os mistérios são as mulheres. É que as mulheres não têm um só mistério mas sim vários. A mulher é tipo a nave mãe, da qual saiem depois muitas naves pequeninas. Na esperança de ver desfeita qualquer dúvida sobre algum deles, pus a circular na net um questionário a fim de ter algumas respostas...

Tal como eu já esperava, nenhuma mulher me veio explicar nenhum deles, nem o mais pequeno que fosse, género "porque é que as mulheres precisam de tantos sapatos" ou "porque é que as carteiras das mulheres pesam tanto?". Tudo coisas simples!

Mas não, ninguém me explicou, nem mesmo a minha mulher. Estes mistérios são uma espécie de segredo de estado, não são revelados nem sob tortura (nem os mais experiêntes agentes da ex. KGB alguma vez tinham conseguido arrancar tal segredo), só sendo passados para a geração seguinte caso sejam mulheres, senão vão para o túmulo com a portadora de tal valiosa informação.

Só que eu tenho uma novidade, é que casualmente descobri o maior mistério das mulheres. Sim, é mesmo isso que estão a pensar. Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Eu já sei porque é que as mulheres vão aos pares à "casinha". E como é que eu descobri tal mistério, perguntam vocês. Pois bem, sentem-se que é uma longa estória.

Antes de vos saciar a curiosidade, quero só dizer que o acto de ir aos pares ao WC, ao contrário do que possam pensar, além de lógico, é inteligente (talvez por isso é que só as mulheres o praticam) e eficaz. Vamos lá então a explicar.

Tudo começou há umas semanas, quando depois de mais uma bela jantarada no restaurante indiano, eu e a minha senhora decidimos ir beber um digestivo a qualquer lado. Depois daquela fase, sempre longa e demorada em que se está a decidir qual o bar mais apropriado para o dito digestivo (onde está mais apropriado também se pode e deve ler, menos mau) lá optamos por um, que para não fazer publicidade gratuita não vou dizer o nome.

Pois bem, foi nesse dito bar que tudo aconteceu. Ás duas por três, talvez devido ao sarapatel, senti a necessidade de ir enviar um "fax" a alguém. Lá fui eu, deslocando-me por entre a multidão, abanando-me ao som da música a fim de facilitar a fluidez por entre tão densa floresta de corpos a caminho da "casinha" onde existe a dita "maquinas de faxes". Como o caminho a percorrer não era longo, mas era tumultuoso ainda deu tempo de eu ir pensado o que eu iria encontrar. O mais provavel é que a "maquina de faxes" seja uma comum Sanitana, já sem tampa ou com a tampa partida.

Bem, com um pouco de sorte pelo menos está limpa e lubrificada, pensei eu.
Foi ao chegar à porta que tive a minha primeira surpresa. Em letras bem visiveis estava escrito num papel. POR FAVOR PEÇA A CHAVE NO BAR. E lá fui eu, quase em desespero e visivelmente irritado, não por ter que voltar para trás, mas porque o acto de enviar um "fax" é um acto bastante íntimo, que só diz respeiro à pessoa em causa, e como tal, não é preciso que tanto os empregados do bar como todos os que estão junto ao mesmo, saibam que eu vou enviar um "fax", seja lá para quem for.

Alias, eu nunca percebi esta teoria (uma espécie de teoria da conspiração contra clientes do sexo masculino) que os gerentes e donos de bares têm, de que as retretes das casas de banho dos homens têm que estar trancadas. È que posso garantir, embora não vá explicar como é que eu sei esta informação, mas as mulheres provocam muitos mais estragos num WC público do que os homens.

Bom, voltando à chave da casinha, lá fui então eu de chave na mão, abro a porta e ???? segunda surpresa. A luz do dito lugar estava fundida. Como a necessidade imperava, lá fui eu. Entrei, tranquei a porta a fim de garantir a necessária privacidade, e pé ante pé, apalpadela atrás de apalpadela, na mais pura escuridão, lá fui eu percorrendo aquela então interminavel sala à procura da dita "máquina de faxes". Parede? Parede? Parede? Parede? Parede? Parede? Rolo papel higiénico? Parede? Finalmente a "machine".

Foi já sentado à "máquina" que me apercebi que isto não aconteceria a uma mulher, pois lá estaria a sua parceira á porta, garantido a sua privacidade ao mesmo tempo que manteria a porta entreaberta a fim de entrar luz exterior e ainda lhe seguraria a carteira, além de ainda conseguir manter uma qualquer conversa banal para não se ouvir o chapinar da água.

Ficou assim descoberto o famoso segredo, digno de notícia de primeira página, como se fosse mais um segredo de Fátima.

No entanto, não pensem que a minha agonia tinha chegado ao fim.
É que depois de utilizar a "máquina", há que limpar o Tonner, e naquela escuridão, só a intuição nos pode ajudar a perceber se limpamos o tonner todo.

E foi assim que ainda pé ante pé, apalpadela atrás de apalpadela, qual Ray Charles, fui tentando descobrir a porta que me daria novamente entrada no reino da luz.
Parede? Parede? Parede? Parede? parede? Parede? Parede? Finalmente a luz.....

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publicado por Manel dos Anzois às 14:23
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

CU SILLY SEASON

20003%20shutup%20Y1

Meu Querido Mês de Agosto - Dino Meira

Meu querido mês de Agosto
Por ti levo o ano inteiro a sonhar
Trago sorrisos no rosto
Meu querido mês de Agosto
Porque sei que vou voltar


(como vêm, não é o fim do blogue, simplesmente decidi dar-vos umas férias.... para não cansar. Sim, dar-vos porque eu ainda tenho de esperar pelo fim da próxima semana pra ficar o dia todo de cu para o ar...)

Meu querido mês de Agosto
Por ti levo o ano inteiro a sonhar
Trago sorrisos no rosto
Meu querido mês de Agosto
E trago Deus para me ajudar


(decidi dar já as férias ao blogue porque acho que o mesmo precisa de uma inovação qualquer. Estava a pensar assumilo como puramente erótico onde eu descreveria todas as minhas taradices mas agora que o Dino Meira cantou este refrão mudei de ideias. Este blogue vai passar a ser católico. Talvez lhe mude até o nome para O Cu de Judas.)

Já passaram tantos dias
Já passaram tantos meses
E eu ando louco por regressar
Já sinto a cada momento
Que a saudade é um tormento
E eu ando louco por regressar
Já passaram tantas horas
De voltar eu bem preciso
Deitar as saudades foras
De cantar já vamos embora
De regresso ao paraíso


(Bem, acho melhor decorar esta estrofe toda. Parece-me que ainda a vou cantar muito nas férias. É que vou para Tenerife e segundo sei aquilo está tudo a arder..... o que quer dizer que mais deve parecer o Inferno. Talvez assim eu fique com saudades disto. O Paraíso..... ahhhh, claro que estou a falar da estrebaria ali ao pé do Kipper).

Meu querido mês de Agosto
Por ti levo o ano inteiro a sonhar
Trago sorrisos no rosto
Meu Querido mês de Agosto
Porque sei que vou voltar


(Vou voltar se o aeroporto não arder entretanto...... é que eu não sei nadar para vir a nado.....)

Meu querido mês de Agosto
Por ti levo o ano inteiro a sonhar
Trago sorrisos no rosto
Meu Querido mês de Agosto
E trago Deus pra me ajudar


(Outra vez a mesma conversa... pronto, eu torno isto mais católico. A partir de hoje só quem tem o crisma é que pode aceder ao blogue.... ouviste... vá manda lá a página a baixo. Sim... estou a falar contigo... erege... Bezebeu... criatura do Demo!!!!)

Já passaram tantos dias
E vivo assim sem alegria
E eu ando louco por regressar
De pôr os pés ao caminho
Provar o gosto do vinho
E eu ando louco por regressar
Já passaram tantas horas
De voltar eu bem preciso
Deitar as saudades foras
De cantar já vamos embora
De regresso ao paraíso


(E zumba... mas este gajo está sempre a dizer a mesma coisa???? Irra, aceito o vinho... o resto podes enfiar no.... epá.... já me esquecia que isto vai passar a ser mais atinadinho....)

Meu querido mês de Agosto
Por ti levo o ano inteiro a sonhar
Trago sorrisos no rosto
Meu Querido mês de Agosto
Porque sei que vou voltar


(Bem, já me estou a chatear com a conversa... vou voltar sim senhora, mas só em Setembro...... mas se me continuam a chatear com esta conversa ainda acabo com isto de vez....)

Meu querido mês de Agosto
Por ti levo o ano inteiro a sonhar
Trago sorrisos no rosto
Meu Querido mês de Agosto
E trago Deus pra me ajudar


(Pronto... desisto.... já que Deus me quer ajudar, eu vou de férias e ele fica aqui, por isso meus queridos, se durante o mês que entra hoje em vigor for aqui postado alguma coisa, não é de minha autoria, é de Deus. Não lhe levem a mal..... acho que o gajo não tem grande sentido de humor!!!!!)

Boas férias e até Setembro!

.

publicado por Manel dos Anzois às 12:14
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